Heartbreak high: micropolíticas de resistências e (re)invenções em práticas educativas
Resumen
O presente artigo tem como objetivo analisar as micropolíticas do desejo no contexto escolar a partir da série Heartbreak High, tomando como referência teórica autores como Guattari e Rolnik (1996), Butler (2008), Louro (2001) e Foucault (2006). A investigação propõe uma cartografia das práticas educativas que atravessam o espaço escolar, evidenciando como os processos de subjetivação se constituem em disputas entre disciplinamento e resistência. Para tanto, adotou-se uma metodologia cartográfica que privilegia narrativas culturais e performatividades juvenis dissidentes, considerando o artefato cultural das narrativas seriadas como um texto pedagógico. A análise evidencia que personagens como Amerie, Darren, Malakai, Quinni e Dusty revelam instabilidade da heterossexualidade hegemônica e a pluralidade das masculinidades e sexualidades. Além disso, evidenciamos como a docência, na figura de personagens como Voss, Jojo Obah e Woodsy, tensionam práticas autoritárias que buscam disciplinar corpos e mentes a partir de pedagogias do afeto e do acolhimento que possibilitam linhas de fuga e invenções subjetivas. Ao aproximar educação e cultura, este ensaio reforça a necessidade de compreender o currículo para além de sua dimensão normativa, reconhecendo-o como campo atravessado por narrativas, desejos e diferenças que abrem caminhos para experiências mais plurais.
ARK: https://id.caicyt.gov.ar/ark:/s24084573/c0a04n65o
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